Tu ÉS a mudança!

Cansa-me viver num país em que tudo se adia e fica para depois. A mudança há de vir, mas, de preferência, pelas mãos de outra(s) pessoa(s), porque, ao fim e ao cabo, dá trabalho!...
Não aprecio particularmente o sarcasmo e acredito em ideias expressas de forma clara, precisa, de preferência, com entusiasmo e energia positiva, sem recurso subterfúgios de qualquer tipo, mas às vezes é preciso dar livre curso à indignação. Chega de teoria. Chega de fazer a apologia do que é correto. Chega de narrar a utopia! É hora de passar das palavras aos atos.
Desde sempre que acredito que há em cada pessoa um potencial infinito para a mudança. Cada pessoa pode ser e é a mudança, se assim o decidir. E a mudança não se traduz apenas nas grandes decisões tomadas no parlamento, a mudança parte dos atos mais pequeninos e aparentemente insignificantes – separar o lixo; consumir de forma consciente; dizer “bom dia!”; sorrir às outras pessoas; cumprir as regras de trânsito; respeitar a ordem de chegada e ceder o lugar em caso de prioridade; pagar os impostos; respeitar a diferença (de opiniões, de crenças, de expressão, de aparência…); votar; expressar opiniões informadas assertivamente… tudo o que nos deveria ser tão natural e fácil, mas que é aparentemente uma impossibilidade para algumas pessoas. A justificação, com frequência, baseia-se nas imperfeições e prevaricações alheias – ora, se as pessoas que nos representam no governo/parlamento fogem aos impostos e se envolvem em todo o tipo de iniciativas menos claras, porque não poderei eu própria, cidadã comum, fazê-lo também?  
Não posso. Porque não é correto. Porque devo ser o exemplo do que defendo e daquilo em que acredito. Porque a única coisa que verdadeiramente (ainda que de forma relativa) controlo é o meu próprio comportamento e as minhas ações podem eventualmente inspirar outras pessoas a agir em prol de uma mudança que beneficia toda a gente.

Só assim é possível – parte de ti, de dentro de ti. Tu és a mudança!

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